Depois de todo o frisson que causou com sua vinda em 2006, o Cirque do Soleil volta ao Brasil esse ano para cerca de 270 apresentações do espetáculo Alegría™ em seis capitais (Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre).
O anúncio foi feito ontem, em coletiva para imprensa, pelo presidente da CIE Brasil, Fernando Alterio; o general manager do Cirque Du Soleil®, José Corraliza; o diretor artístico de Alegría, Luc Ouellette e o diretor de marketing do Bradesco, Luca Cavalcanti. Durante o evento foram mostrados dois números do espetáculo: um de malabarismo, com a russa Maria Silaeva, 20 anos e um de contorcionismo, com Oyun Erdene, 14 anos, da Mongólia. As meninas disseram que o melhor das apresentações com a trupe é impressionar a audiência e "caçar" aplausos.
Para Fernando Alterio, a segunda visita do Cirque du Soleil® – agora em turnê mais abrangente e longa – representa a consolidação deste formato de entretenimento no Brasil. “A bem-sucedida passagem de Saltimbanco nos colocou em definitivo na rota dos grandes espetáculos mundiais e sua volta tão rápida ao país é motivo de muita satisfação para nós e para o público brasileiro”.
Em sua itinerância mundial – que abrange França e Espanha neste primeiro semestre -, Alegría conta com uma equipe de 130 pessoas, mais de 800 toneladas de equipamento e uma espécie de “vila sobre rodas”, que ocupa uma área de 20 mil m2 e é totalmente auto-suficiente em seu funcionamento.
A logística da turnê exigiu muito cuidado, pois teve que levar em conta uma série de fatores: em São Paulo, as apresentações tinham que ser depois do Carnaval, no Rio de Janeiro entre Reveillon e Carnaval e em Brasília antes do recesso parlamentar, pois a equipe não pode ficar parada por muito tempo para evitar prejuízos.
O espetáculo: Alegría
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Criado em 1994 e dirigido pelo italiano Franco Dragone, possui em seu elenco 53 artistas de 14 nacionalidades – canadenses, norte-americanos, búlgaros, russos, espanhóis, poloneses, argentinos e, inclusive, um brasileiro, o carioca Marcos de Oliveira Kazuo, um dos Clowns – com idades que variam de 11 a 64 anos. Cada integrante fica até sete anos em cada espetáculo, depois é realocado para outro ou para uma nova função. Entre acrobatas, músicos, cantores, palhaços e personagens, há dois integrantes que pertencem ao cast desde a estréia, e contabilizam mais de 12 anos e quatro mil apresentações.
O espetáculo inspira-se nas famílias circenses que cruzavam a Europa há não muito tempo e conta com o apelo universal do circo como elemento básico. Para o diretor Franco Dragone, personagens e performances remetem à redescoberta da ternura humana. “Nosso palco é um monumento imponente, uma estrutura indefinida que sugere uma instituição de grande poder e influência. Pesada em sua conotação, mas leve em sua execução”.
O cenário foi concebido como se fosse um reino antigo tomado por artistas e o clima é de celebração da vida, de passagem de uma geração para outra, traçando um paralelo entre beleza e juventude.
É uma seqüência lógica, uma evolução técnica e artística de Saltimbanco. As montagens estão vindo ao Brasil seguindo a ordem de criação e devem ser apresentados assim para não perderem a lógica da história e dos espetáculos do Cirque du Soleil.
História do Cirque du Soleil Fundado em 1984 por Guy Laliberté, na província de Quebec, Canadá, Cirque du Soleil é a companhia circense mais importante do mundo. Desde então, Laliberté reconhece e recruta jovens talentos para formar seu grupo - e estabeleceu como “marcas registradas” suas raízes culturais multiétnicas e a combinação harmoniosa de disciplinas artísticas e acrobáticas em suas produções.
Hoje, o Cirque emprega cerca de 900 artistas e 3,5 mil funcionários de mais de 40 nacionalidades, e acumula, desde sua criação, uma marca superior a 250 temporadas em mais de 100 cidades no mundo, vistas por 60 milhões de pessoas. Já conquistou mais de cem prêmios, entre eles: Emmy, Drama Desk, Bambi, Ace Gémaux, Félix e Rose d´Or, em Montreaux.
Catorze espetáculos do Cirque estão em atividade pelo mundo: além de Alegría, atualmente itineram: KOOZA no Canadá, Corteo™ e DELIRIUM™ pelos EUA; Quidam™, pela Coréia do Sul; Varekai™, pela Austrália; e Dralion™, pelo Japão. Ainda, Saltimbanco™ inicia turnê na América do Norte no verão de 2007.
Além destes, são atrações residentes: KÁ™, O™, LOVE, Mystère™ e Zumanity™, respectivamente nos hotéis MGM Grand, Bellagio, The Mirage, Treasure Island e New York-New York Hotel and Casino, todos em Las Vegas (EUA); La Nouba™, no Walt Disney World – Orlando (EUA); e Wintuk™, que estréia em novembro de 2007 no Teatro do Madison Square Garden, também em Nova York (EUA).
O começo da trupe A história do Cirque du Soleil começou em 1982, em Quebec, com um grupo de malabaristas, engolidores de fogo e acrobatas que se formou na Baía de St. Paul. A receptividade do público foi tanta que resultou num Festival - e seus ideais, na ideologia que originou o circo.
Dois anos depois, nas festividades para celebrar o descobrimento do Canadá, o artista circense Guy Laliberté fundou Cirque du Soleil, com a ajuda do Governo de Quebec. A proposta baseou-se num conceito totalmente novo, para combinar de maneira bastante atrativa as artes circenses, dança, música e arte da rua – com figurinos extravagantes, iluminação e sonoplastia dedicada a ressaltar as qualidades da companhia.
Em 1985, começaram as primeiras apresentações fora de Quebec. La Magie Continue – que excursionou por outras oito cidades canadenses. A primeira viagem internacional, em 1987, teve como destino os Estados Unidos, com Le Cirque Réinventé.
A tenda Criada por técnicos e desenhistas, a tenda que acompanha as turnês mundiais foi a única maneira encontrada pelo Cirque para sediar seus espetáculos com a infra-estrutura necessária. Coube à Voileries du Sud-Ouest, na França, uma das mais reconhecidas empresas do mundo nesse ramo, construí-la. Mais de 80 pessoas são necessárias para sua montagem. No caso específico de Alegría, são necessários oito dias para toda a estrutura ser erguida – e outros três para sua remoção.
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